Uma pergunta para você, mãe!!

Uma pergunta para você, mãe!! “Hoje sou uma consequência de reforçadores gerados pela minha mãe.” Diante de tantas mães, e seus vários papéis desempenhados, venho hoje falar da minha de forma especial. Hoje sou uma consequência de reforçadores gerados pela minha mãe. Olhando para trás recordo-me de ensinamentos sobre o certo e o errado, pedindo-me para comer tudo, fazer o dever de casa, olhar para ela quando estivesse falando comigo, sempre valorizando os comportamentos adequados com carinho, atenção, auxilio e seus cuidados, por exemplo, quando dizia para não esquecer de levar o guarda-chuva, e é claro que sempre chovia se eu não levasse, e se fosse um dia de sol para sair lá fora e brincar até anoitecer. Ensinava-me a limpar e cozinhar, para que hoje eu possa dizer que faço o Estrogonofe mais gostoso que alguém já tenha experimentado. Reforçou-me por tantas vezes a prática da leitura naqueles dias em que não tinha nada para fazer, e como sempre por seus ensinamentos tão efetivos, trago comigo ainda hoje esse hábito no pouco tempo que tenho livre. Que delícia! Esperei-a naquela janelinha da entrada por tantas vezes que perdi a conta, só para ser a primeira a te dar um beijo quando entrava em casa, como consequência acontecia a “fúria da cosquinha”. Também não me esqueço que quando fazia algo de errado você vinha com aquela frase “também tive a sua idade, acha que não sei o que está aprontando?”, ou até mesmo em momentos confusos “você não tem que fazer o que os outros fazem.” Me ensinava também coisas como, tratar os mais velhos com respeito e todos ao meu redor, o que fizeram de mim hoje a mulher que sou, sou grata a tudo o que me ensinou com o seu jeito todo mãe de ser. E como me esquecer de sua doce voz dizendo: “eu te amo filha”. É mãe, você sempre foi uma fonte inesgotável de atenção, carinho, afeto, amor, ternura, ensinamentos, sendo presente em tantos momentos de minha vida, como retribuir por tudo o que me faz? Incrivelmente, como uma super mãe, quando queria alguma explicação você sempre dava um jeito de me responder, poucas foram as vezes que pediu para perguntar ao meu avô, ah esse sim sabia muito, não é mesmo? Pois era ele que tinha ensinado tudo o que você sabia. E você mãe, quantas foram as perguntas que me fez todo esse tempo: “onde você esteve? Eu estava preocupada com você!”, “Você tem certeza que quer ser astronauta?”, “Você tem certeza que quer ser aeromoça?”. E depois as perguntas se intensificaram: “Qual a idade dele? Será que ele sente o mesmo por você?”, “Você está precisando comer direito, desse jeito vai engordar.”, “Não passe as noites em claro, amanhã você não tem que estudar?”. Recordo-me agora de tantas coisas ao mesmo tempo que posso até tentar imitar sua voz, se for capaz. Tantas coisas importantes, assuntos delicados, e vários interessantes. Falando em assuntos interessantes, poderia dizer que muitas habilidades de psicóloga aprendi com você, habilidades como escuta, empatia, atenção e cuidado, pois em alguns momentos da minha adolescência, deparei-me com questões: “qual seria meu futuro profissional?’’ “Qual vestibular eu deveria prestar?’’ Permeando-me de medos tanto de reprovações quanto de infelicidades, e você estava lá! Me apoiando, me amando, me orientando, me ensinando e me guiando. Obrigada mãe! Talvez aquele chocolate que comprou antes da minha prova, ou aquele olhar que estava acompanhados da seguinte mensagem: “Filha, você consegue!” tenham sido os reforçadores necessários para que eu conseguisse ir atrás dos meus sonhos e alcançar meus objetivos. Se no meu caminho me deparo com obstáculos lembro-me das suas sabias palavras, mãe. São elas que me motivam a seguir em frente, a sua força me fez mais forte. Obrigada mãe! Mãe, quer saber uma novidade? Eu sempre te escutei, é claro que as vezes não entendi ou até mesmo tentei, em vão, discutir uma melhor solução para o vaso quebrado ou aquela festa que durou até mais tarde, mas hoje sei que tudo o que você me ensinou me fez o que sou. E mais do que nunca, suas falas estão sempre comigo onde eu for e em tudo o que eu fizer. Mas agora quem faz a pergunta sou eu: “Mãe você sabia que eu te amo muito?” Dedicamos este texto a todas as mães que estiverem lendo, mas em especial a duas que foram as inspirações para êxito do mesmo. Marcia e Cristiane, vocês são os nossos modelos.

Autoras: Camila Erdei Daguer. Psicóloga clínica do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia – IACEP. Lilian Juliani. Estagiária do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia – IACEP. Com a revisão de Rafaela Vieira. Estagiária do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia – IACEP.

Equipe IACEP
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Cadastrado pela equipe de profissionais do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia