Quero ser igual ao papai!

Quero ser grande igual o papai! Pai é um dos primeiros a ensinar-nos o valor da Modelação. Desde pequenina sempre que me perguntavam: “O que você quer ser quando crescer?”, não demorava muito a soltar a afirmativa: “Grande como o papai!”. Quando eu dizia isso, muitas pessoas pensavam que eu queria crescer em tamanho e ser alta assim como ele, mas na verdade passei a entender que ser grande vai além disso. Ser grande é ter comportamentos que me façam sentir acolhida todas as vezes que fico triste, me aconselhar quando cometo erros, e também me buscar na escola com um sorriso no rosto. Ser grande é saber demonstrar amor de várias formas, como por exemplo todas as vezes que meu pai buscava o pão na padaria logo cedo, ou preparava um café para levar na cama, ou até mesmo quando ele me dizia “não”. Foi assim que eu aprendi o que é o amor de um pai, figura mais do que especial, que se viu responsável por outra vida e aprendeu a se “repaginar” para se adaptar a esse novo contexto que lhe foi apresentado. Pai também nos ensina a importância do Reforço. Não é a toa que quando eu tirei 8 naquela prova difícil de Matemática, você me encheu de beijos e abraços. E adivinha o que aconteceu na prova seguinte? Me senti mais confiante e segura e consegui tirar 9. Até que um dia eu alcancei o tão sonhado 10. Seus beijos e abraços foram fundamentais para eu chegar onde cheguei. Me recordo também daquele dia que fiz pela primeira vez um macarrão, que por mais que estivesse sem sal e grudento, segundo seu relato estava delicioso e apetitoso. Hoje, entendo que esse elogio não foi feito por medo de me magoar dizendo que estava ruim, mas sim para motivar e me fazer sentir capaz. Pai é aquele que nos ensina muitas coisas através do processo de Modelagem. Foi assim quando ele me ensinou à dirigir. Foi a partir da sua descrição que aprendi o passo a passo: “Põe a chave na ignição, coloca o pé na embreagem – que é aquela da esquerda. Não esquece de colocar o pé direito no freio. Isso!! Agora vire a chave e ligue o carro, engata a primeira e solta o freio de mão. Muito bem, você está no caminho!! Agora solta beeeeeem devagar a embreagem enquanto pisa no acelerador com o pé que está no freio. Cuidado, vai com calma!” E você pensa que ele só precisou fazer isso uma vez? Não! A Modelagem é um processo de aprendizagem que exige treinamento, e meu pai foi um ótimo treinador. Foi-se o tempo que pensar em pai era pensar naquela figura masculina, que é casado com a nossa mãe e tem o mesmo sangue que o nosso. Hoje pensamos na figura paterna que pode ser representada por um avô, um tio, um padrasto, um irmão; mas também, representado por uma avó, uma tia, uma mãe ou uma irmã. Qualquer pessoa pode representar a figura paterna, desde que seja responsável por proporcionar: Modelação, Reforço ou ainda Modelagem. Pode ser que a pessoa que representa a figura paterna na sua vida, já não esteja mais junto de ti, mas com certeza todos os momentos que viveram juntos estarão em sua memória para sempre. Feliz do filho que percebe e reconhece tamanho amor e dedicação. Feliz do filho que aprendeu com seu pai a amar e ser amado. Feliz do filho que, mesmo não sendo capaz de expressar em palavras seu sentimento pelo seu pai, consegue demonstrar com a sua presença, seu carinho e atenção. Que hoje possa ser um dia, para que nós filhos, demonstremos para todas as pessoas que realizam a função paterna nas nossas vidas, o quanto elas são importantes e o quanto aprendemos com elas! Feliz dia dos pais, à todos aqueles que desempenham esse papel! Lilian Juliani – Estagiária Mariana Mateus – Psicóloga – CRP: 08/23290 Mariza da Silva Santos – Psicóloga – CRP: 08/1037

Equipe IACEP
Equipe IACEP
Cadastrado pela equipe de profissionais do Instituto de Análise do Comportamento em Estudos e Psicologia